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Sáb, 19 de Setembro de 2009 07:54

Da prazerosa coleta de material para o site, encontrei algumas listas de dez mandamentos interessantes, deguste:

Blog: Nosso Vinho



Blog: Wine Experience


Para aproveitar as maravilhas do vinho, cada um tem a sua prática ou diria ética (do grego ethos ou modo de ser).


1. O melhor vinho é o que você gosta e não o que os críticos gostam.

2. Preço alto não é sinônimo de vinho bom, mas o contrario faz todo o sentido.

3. Vinho é ritual e ocasião, não pode ser bebido em qualquer taça e de qualquer forma.

4. Não existe o vinho caro, existe vinho ruim (frase adaptada de Affonso)

5. O importante não é entender de vinho, mas saber apreciar o vinho.

6. Beber vinho é acima de tudo uma atividade social.

7. Explorar sempre as novas opções.

8. Platão estava certo, o vinho revela o caráter de um homem.

9. Vinho é cultura, história e aprendizado constante.

 


Os 10 mandamentos do vinho:

1. Beberás o que de melhor puder, por que você é o que você come.

2. Seus movimentos serão lentos e respeitosos, porque não outra forma de fazer bem feito.

3. Sacará a rolha sem fazer barulho, porque onde há silêncio há paz.

4. O copo será cristalino para buscar a luz.

5. O vinho estará fresco porque virá de local fresco, porque o contrário de fresco é enfraquecido.

6. Não misture vinhos em seu copo por fidelidade.

7. Em sua casa você escolhe, prova, serve e usando seu bom senso, dirá qual é o acompanhamento, porque é você quem manda em sua casa.

8. Só decantará se tiver que, porque você pode brincar com a matéria, mas nunca com o espírito.

9. Não encherá a taça, porque você não pode ver, mas já está cheio.

10. Você sempre evoluirá em cor, idade, qualidade e grau, pois ir em frente é o que move tudo.


De: Dario Taibo - Sociedade da Mesa




Terra Culinária



Revista Adega


1. Não existem regras rígidas
Antes de se tornar um expert em vinhos, é preciso saber que não existem regras rígidas para consumi-los. As normas convencionais, citadas em manuais de connaisseur, devem ser consideradas apenas como recomendação - e não como uma imposição. Transgredi-las é possível, sem que isso seja um sacrilégio. Você já deve ter ouvido que, ao contrário dos vinhos brancos, os tintos só podem ser servidos em temperatura ambiente. Esqueça essa. Como no Brasil a temperatura ambiente é normalmente mais alta do que a dos países europeus - mesmo nas estações frias -, vale refrescar o vinho no refrigerador por alguns minutos (mas nunca no freezer ou no congelador).

2. Não escolha vinho no "uni-duni-tê"
Quantas vezes você quis impressionar alguém com um vinho e quebrou a cara? Para não passar por desentendido, o leigo prefere escolher vinhos "no escuro" a pedir uma sugestão ao sommelier. Lembre-se que não há nada mais deselegante que servir vinho sem conhecê-lo. Ninguém tem obrigação de ser uma enciclopédia de enologia - perguntar, porém, não custa nada.

3. Idade não significa qualidade
Quanto mais velho, melhor o vinho. Certo? Não necessariamente. Um vinho ruim pode ficar décadas oxigenando em barris de carvalho e continuará ruim. Quanto aos vinhos reconhecidamente bons, o que vale é ficar atento à safra - é mais importante saber se o ano em que o vinho foi fabricado teve uma boa safra do que sua idade.

4. Preço (também) não significa qualidade
Nunca escolha um vinho só pelo valor estampado na etiqueta. Para vinhos, a relação qualidade e preço nem sempre é válida. Para os leigos, é mais razoável pedir um vinho mais barato - um argentino, um chileno ou um bom nacional - do que tentar impressionar os outros pelo desfalque em sua conta bancária.

5. No restaurante, prove antes de servir
Quando você vai ao restaurante, o garçom sempre serve um pouco de vinho na taça para degustação. Esse não é um ritual injustificado, ao contrário do que possa parecer. Um vinho mal conservado torna-se ácido ou acre - ao prová-lo antes, portanto, estará se salvando de comprar gato por lebre. Ou melhor, vinagre por vinho.

6. Mexer o vinho não é frescura
Você já deve ter visto as pessoas mexerem a taça com o vinho antes de bebê-la - esse, também, não é um ritual injustificado. Ao sacudi-la em movimentos circulares, você está ajudando a oxigenar a bebida, deixando-a com o aroma mais apurado. O macete, porém, deve ser usado de forma criteriosa. Se a garrafa do vinho já estiver aberta em cima da mesa, ele torna-se desnecessário.

7. Vinho deve ser servido em taça para vinhos
Pode acreditar: os connaisseur são terminantemente contras os rituais injustificáveis ao degustar vinhos. Usar uma taça adequada, porém, não se enquadra nessa categoria. Copos para vinho devem necessariamente ter haste e bojo, para que o calor das mãos não altere o sabor da bebida. Outro detalhe: a taça deve ser necessariamente incolor, para que se possa apreciar a tonalidade da bebida. Pela cor, inclusive, você pode até ter noção da idade do vinho: se sua cor é um vermelho rubi, bem vivo, pode ter certeza de que é um vinho jovem. E se for mais escura, quase acastanhada, trata-se de um vinho mais envelhecido.

8. Vinhos jovens precisam respirar
Lembre-se de que os vinhos jovens (engarrafados recentemente) devem ser abertos uma ou duas horas antes de serem servidos, para que oxigenem, o que melhorará sensivelmente o seu sabor. Já um vinho mais antigo deve ser aberto na hora de servir, pois ele já foi suficientemente oxigenado durante os anos de envelhecimento.

9. Adega não é coleção de vinhos
Conservação é (quase) tudo quando se trata de vinhos. Por isso, se você não tem uma adega em casa, de nada adianta comprar bons rótulos para deixar de "reserva".

10. Vinho deve valorizar o prato
Vinhos brancos são ótimos acompanhamentos para carnes brancas (aves, peixes, crustáceos). Na verdade, o vinho branco pode acompanhar qualquer prato, até mesmo as massas. Ao contrário dos vinhos brancos, os tintos já exigem alguns cuidados. Eles são especialmente recomendáveis para acompanhar queijos, carnes de vaca e de porco, caças, presuntos etc. Mas não devem acompanhar saladas temperadas com vinagre, crustáceos ou pratos com molho branco. Os tintos também não combinam com sobremesas de doces ou chocolate.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1- Temperatura
Alguém gosta de café frio ou de cerveja quente? Gelar os brancos em demasia irá mascarar seus aromas, enquanto "temperatura ambiente" para os tintos é um clichê que no Brasil, por seu clima quente, raramente se aplica. Genericamente, sirva tintos a 18o C, brancos a 12o C e espumantes a 8o C;

2- Taça
É o instrumento do apreciador, uma espécie de amplificador das qualidades da bebida. Apreciar um bom rótulo num copo reto de vidro grosso é como ouvir Von Karajan regendo a Filarmônica de Berlim em um radinho de pilha. Numa descrição genérica, a taça ideal é formada de base, haste e bojo, que deve ter formato ovalado, estreitando em direção à borda; deve ser totalmente transparente, de vidro fino, e jamais enchida de mais que um terço de sua capacidade. Para os espumantes, o ideal é o copo alongado do tipo flute;

3 - Adega
A maioria das garrafas que compramos é consumida rapidamente, em questão de dias ou semanas. Para essas não é preciso tanta preocupação. Mas as que serão guardadas por meses ou anos merecem cuidado especial. As condições ideais para conservação são: colocar as garrafas deitadas em local com ausência de luz, de vibrações e de cheiros fortes, em temperatura constante (o ideal é cerca de 13° C), a umidade ideal é 65%;

4 - A idade da garrafa
O vinho é uma bebida viva, em constante mutação dentro da garrafa. O conceito de "quanto mais velho melhor" é um mito, pois todo vinho nasce, amadurece, mantém-se no auge por algum tempo e decai até ficar decrépito e morrer. Os fatores que conservam os vinhos são: o teor alcoólico, o tanino (só presente nos tintos), a acidez e a doçura. Vinhos com maior quantidade desses fatores são mais longevos e melhor se prestam a envelhecimento em garrafa;

5- No restaurante
Deve-se pedir a carta de vinhos ao maitre ou sommelier. Examina-se a lista com cuidado para a seleção do vinho ou vinhos que melhor se adaptam ao gosto pessoal dos comensais, ao seu poder aquisitivo e aos pratos selecionados. Pedir conselhos ao sommelier é válido. A garrafa deve ser conferida antes de ser aberta, na presença de todos. A rolha pode ser colocada à mesa, para que possa ser examinada. Uma pequena dose será servida a quem pediu o vinho, para que este seja aceito e só então o resto da mesa que será servida;

6- Deixe o líquido respirar
Os vinhos, em sua maioria, devem ser consumidos assim que abertos. Alguns tintos de maior corpo e longevidade, no entanto, se beneficiam de alguns minutos de contato com o ar antes de serem degustados. Simplesmente abrir a garrafa e deixar o líquido dentro dela não resolve, é necessário transferir o conteúdo para uma jarra ou decanter, aumentando sua superfície de contato com o ar;

7- Garrafas abertas
Uma vez aberta a garrafa, o líquido se oxidará gradualmente até se tornar imbebível, processo que pode demorar de algumas horas a vários dias. O método caseiro mais eficiente para dar uma sobrevida a uma eventual sobra, é a utilização de meias garrafas (de 375 mililitros). Ao abrir uma garrafa grande, transfira metade do conteúdo para a menor, que deve estar perfeitamente limpa. Encha-a por completo e depois arrolhe. Assim, o vinho pode resistir alguns dias;

8- O matrimônio
Combinar vinhos com alimentos é um tema tão complexo e prazeroso quanto os relacionamentos amorosos. Casar pratos e vinhos é trabalho semelhante ao dos cupidos ou das agências matrimoniais. Deve-se aprender sobre a personalidade das partes, valorizar suas afinidades e tirar proveito de seus contrastes. Busque combinações tradicionais ou crie suas próprias e se enamore delas;

9- A seqüência
Trocar de vinho durante uma refeição é normal e até recomendável. A troca, entretanto, deve ser criteriosa. O ideal é que a seqüência siga um crescendo de paladar. Os brancos antes dos tintos, os leves antes dos encorpados, os medíocres antes dos grandes e os secos antes dos doces. A ordem errada pode comprometer um vinho, enquanto a correta pode valorizá-lo;

10 - O prazer
Lembre que para todas as regras acima existem exceções que as confirmam e que esta, a número 10, deve prevalecer sobre as demais. Apreciar vinhos é uma arte, afinal, essa é a bebida mais complexa, completa e fascinante que existe. Ao abrir uma boa garrafa, o verdadeiro artista deve, contudo, subordinar todos os preceitos ao motivo pelo qual elegemos o vinho a nossa bebida: o prazer.

   

Blog: Diário de Baco



Site do Vinho Brasileiro


Os dez mandamentos do vinho:

I - Amarás o vinho sobre todas as coisas

II - Jurarás bebê-lo no inverno e no verão

III - Santifcarás as tavernas e os bares

IV - Honrarás o tinto e o branco

V - Nunca deixarás a noite, sem primeiro esvaziar uma garrafa de vinho

VI - Nunca farás o desatino de misturar água ao vinho

VII - Não beber o vinho do próximo

VIII - Não falar do próximo, sem antes ter bebido um bom vinho

IX - Quando cobiçares garrafa alheia, que ao menos esteja cheia

X - Deverás obedecer os três "TÊS": beber Tranquilo, Temperatura ideal e não Trocar de rótulo


1 - JAMAIS segurar a taça pelo bojo.
2 - Prestar atenção cada vez que tomar um vinho. Horas de copo só acrescentam experiência se você prestar atenção. Cheire, cheire e cheire.
3 - Fazer anotações. Ninguém tem memória suficiente para tudo, deixe a sua para os números de telefone mais importantes.
4 - Trocar experiências com outros enófilos. Fazer parte de grupos de degustação e fóruns de discussão também acrescenta muito conhecimento.
5 - Avisar aos amigos das descobertas de bom custo-benefício.
6 - Apresentar o maior número possível de pessoas ao mundo do vinho.
7 - Não ficar repetindo o mesmo vinho. Arrisque-se, experimente sempre vinhos diferentes, boas surpresas virão.
8 - Saber se comportar. Freqüentar degustações e salões de vinhos, mas apenas provar cada vinho. Não tenha pena de jogar o resto da sua taça fora. Salão não é boca livre de vinhos para embebedar-se e quem está ali trabalhando em pé há horas não merece ficar aturando bêbado chato pedindo mais uma dose.
9 - Vigiar-se dia e noite para não se tornar um enochato.
10 - Ignorar solenemente os enochatos.


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Denys Roman
CAVE ANTIGA
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